quinta-feira, 4 de março de 2010

O Manual do canalha





Um livro pra não ser levado a sério. Apesar de sincero [Vide o título].

O Manual do Canalha - uma estética machista para o terceiro milênio de Simão Pessoa. Resgata o neanderthal que existe em cada um.
O livro é divertido. Fala de machismo, tesão, posições eróticas, descreve o broxa e o corno, fala de viadagem, dicas de etiqueta, cantadas que nem aquele tiozinho do bar da esquina conseguiu imaginar para soltar para as meninas com roupas colegiais. Se pudesse, daria de presente um pra cada amigo firme que eu tenho.

Lá vai algumas passagens do Manual sagrado da canalhice.

Dirigindo nesse trânsito louco

Aprenda a parar colado no carro da frente. Assim, se ele tiver algum problema, você vai impedi-lo de manobrar. [...] Se o carro estiver conduzindo crianças, você pode muito bem dar um cotoco ou pedir a rosquinha dos pivetes, usando os dedos indicador e polegar em forma de círculo.

Nunca dê passagem a um motorista que está tentando sair de uma garagem de prédio ou de uma via transversal. Dar passagem pra outro macho é coisa de viagem.

Exigindo seu direito de consumidor

Ao sair para jantar com uma amiga ou namorada, ofereça-se para dividir as despesas. Hoje em dia, isso é bastante comum. Se ela insistir, deixe-a pagar sozinha. É uma forma da mulher moderna sublimar a sua (dela) "inveja do pênis.

Mesmo que você não tenha um pênis de fazer inveja.

Confira sempre a sua conta pra ver se não incluíram a despesa da mesa ao lado ou se não somaram junto também a data da semana. Se desconfiar do preço de alguma coisa, antes de quebrar uma garrafa na mesa, segurar no gargalo e chamar o corno do gerente pra uma conversa "de homem pra homem", chame a polícia. Esqueça aquela história de checar se o número do telefone da Sunab está ao lado do caixa. Ligar para a Sunab é coisa de Viado.

O livro é corajoso e sincero como eu disse.

Simão é um Publicitário e Jornalista que é uma bomba de irreverência. Com o Manual do Canalha ele vai te fazer soltar sonoras gargalhadas. Nos momentos de passividade te deixará com aquele sorriso de "Cassete, é essa porra mesmo!" e suas gargalhadas certas horas podem até anteceder um "Que cara escroto esse Simão Pessoa!"

Mas no fim das contas você percebe que nesse livro, todos os assuntos são tratados com deboche, escracho e irreverência. E o único assunto levado a sério é o bom humor.

Está feito o guia do politicamente incorreto.

Porque ser politicamente correto é coisa de viado.